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Desmoralizaram os professores

Requisitos:

 

Apenas 2% dos estudantes do ensino médio querem ser professores --esse índice se aproxima de zero quando computados os alunos de maior poder aquisitivo, que estudam em escolas privadas. Esse fato mostra que a profissão de professor está em baixa, diria até desmoralizada.
Há dados ainda piores no relatório sobre a atratividade da carreira de professor que a Fundação Victor Civita encomendou à Fundação Carlos Chagas.
O pior dos dados: os futuros professores são recrutados entre os alunos com as piores notas, sendo que quase 90% são de escolas públicas. Portanto, o curso de licenciatura e pedagogia é, para muitos, a opção de quem não tem opção. O resto é apenas consequência.
Considero a profissão de professor a mais nobre que existe. Mais nobre, por exemplo, do que a medicina --afinal, sem professor ninguém chegaria a uma faculdade de medicina. Não é compatível, portanto, um projeto de nação civilizada com a categoria de professor desmoralizada.
UOL Folha. Desmoralizaram os professores. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u687441.shtml Acesso em: 01/02/2010.
 
Paraná tem a maior queda no número de reprovações

Requisitos:
Censo Escolar indica que em 2007 houve decréscimo de 17,7% no índice de repetentes da 5.ª à 8.ª série na rede estadual de ensino.

Maria Gizele da Silva, da sucursal.

 

 

Ponta Grossa - O Paraná é o estado brasileiro que apresentou a maior queda na taxa de reprovação de alunos de 5.ª a 8.ª série no ano de 2007, em relação a 2006. Os dados do Censo Escolar feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação (MEC), indicam que, em 2006, 15,9% dos alunos de 5.ª a 8ª séries da rede estadual não passaram de ano. Em 2007, o índice caiu para 13,5%. O ensino médio também reprovou menos alunos em 2007 no Paraná, em relação ao ano anterior: a taxa caiu de 13,1% para 12,2% no perío­­do. Em 2007, foi a décima taxa de repetência no ensino médio entre os estados brasileiros.

 

A secretária de Estado da Educação, Yvelise Arco-Verde, não relaciona a redução nas taxas à atuação dos conselhos de classe. No início do mês, reclamações de pais de alunos que ficaram supresos com a aprovação de seus filhos causaram polêmica em relação à atuação dos conselhos de classe (veja abaixo). “Eu continuo afirmando que não existe aprovação automática e o principal argumento é que o índice de reprovação no Paraná ainda é muito alto. São cerca de 160 mil alunos reprovados por ano”, diz a secretária. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação (Seed), a taxa de reprovação da 5.ª à 8.ª série na rede pública de ensino do Paraná é de aproximadamente 12,5%.

 

No Paraná, as séries que mais reprovaram são as do ensino médio e 5.ª do ensino fundamental. O governo do estado criou as salas de apoio para os alunos da 5.ª série. Atualmente, 1,5 mil turmas ganham reforço no ensino de Língua Portuguesa e Matemática. Já no ensino médio foi adotado o ensino em blocos, onde as disciplinas são divididas em dois semestres.

 

 

Extremos

A taxa de reprovação paranaense está na média brasileira. Entre os estados que se distanciam da média, um dos destaque é Acre, onde apenas 7,5% dos alunos de 5.ª à 8.ª série reprovaram em 2007. Lá, não existe conselho de classe, conforme a assessoria da Secretaria de Educação do Acre. Segundo a assessoria da secre­taria, a menor taxa de reprovação brasileira se deve aos programas realizados pelo governo estadual, como o “Asas da Florestania” que leva educação às comunidades de difícil acesso. Atualmente, 447 comunidades isoladas são atendidas.

 

Do outro lado do ranking está o Distrito Federal, que reprovou 24% dos alunos de 5.ª a 8.ª série em 2007. Segundo informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal, os programas educacionais estão diminuindo o número de reprovados. Em 2008, conforme a secretaria, a taxa passou para 16,16%.

 

Portal RPC. Paraná tem a maior queda no número de reprovações. Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/ensino/conteudo.phtml?tl=1&id=966548&tit=Parana-tem-a-maior-queda-no-numero-de-reprovacoes Acesso em: 23/01/2010. (Texto na íntegra pelo acesso eletrônico)
 
O sucesso também está nas mãos dos pais

Requisitos:
Quanto tempo você tem destinado para acompanhar as atividades escolares de seu filho? Participar ativamente pode ser decisivo no desenvolvimento dentro e fora da sala de aula

Ana Carolina Nery

 

 

Vem aí mais um ano letivo. Um momento para pais e responsáveis reavaliarem de que forma podem contribuir para a educação de seus filhos, independentemente da série em que estejam. Procurar se organizar de uma forma que permita uma participação ativa na vida escolar dos filhos é uma maneira de interferir positivamente no desenvolvimento deles. É preciso ter em mente que, ao contrário do que muitos acreditam, transformar a aprendizagem em sucesso não é papel exclusivo da escola.

 

 

“Há muitos pais que não participam desse processo e isso é um problema sério que as escolas enfrentam”, afirma o pedagogo Benjamin Perez Maia, professor da UniBrasil, que atuou por oito anos como diretor de escola. Segundo ele, geralmente a desculpa dos pais gira em torno da falta de tempo por causa de compromissos profissionais. “A maioria faz somente a matrícula e deixa o filho na escola para ela sozinha ser a educadora. A escola nunca será totalmente boa se os pais não participarem para valer.”

 

 

Quanto mais cedo o incentivo, melhores os resultados, de acordo com a psicóloga Mônica Luna, professora da disciplina de Psicologia Escolar das Faculdades Dom Bosco e Universidade Tuiuti do Paraná (UTP). Segundo ela, quando os pais se fazem presentes, a tendência é que o interesse pelos estudos aconteça com mais naturalidade. “Os filhos tomam consciência da importância do aprender e passam a querer estudar porque gostam e não apenas para tirar nota e prestar conta aos pais.”

 

 

A maior presença de pai e mãe na educação fica evidente no comportamento dos alunos, segundo a professora Sandra Costa Ulsan, diretora da Escola Estadual Dona Branca do Nascimento Miranda, que tem 1,7 mil alunos nos ensinos fundamental e médio. “Per­cebemos que são mais educados, têm mais interesse pelas matérias e respeito pelos professores”. Ela conta que há muita dificuldade, principalmente no que diz respeito às relações pessoais, quando se trata de filhos de pais que acham que somente a escola é quem deve educar. “Esses jovens são mais retraídos, sentem-se abandonados pelos pais e o desenvolvimento é menor.”

 

 

A Escola Dona Branca é uma das mais procuradas da região do bairro Tingui desde que Sandra assumiu a direção, há oito anos, justamente por ter como prioridade a participação intensa dos pais. “Temos um grupo muito atuante de mães voluntárias para desenvolver esse trabalho. Isso traz segurança aos outros pais, que se interessam cada vez mais pela escola e conhecem melhor os professores”. Além de serem orientados a fazerem um acompanhamento em casa, estão constantemente na escola. “No caso daqueles alunos que identificamos terem mais dificuldades, o trabalho com a família é intensificado desde o começo do ano, com conversas e orientações a cada 15 ou 30 dias.”

 

 

 Portal RPC. O sucesso também está nas mãos dos pais. Disponível em: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/ensino/conteudo.phtml?tl=1&id=965342&tit=O-sucesso-tambem-esta-nas-maos-dos-pais Acesso em: 20/01/2010. (Texto na íntegra pelo acesso eletrônico)
 
Conselho do MEC recomenda entrada no 1° ano de crianças com seis anos

Requisitos:
da Folha Online
 

Em resolução publicada nesta sexta-feira no "Diário Oficial da União", o CNE (Conselho Nacional de Educação) determinou que 31 de março é a data limite para que as crianças que vão entrar no 1º ano do ensino fundamental completem seis anos.

 

 

A resolução, assinada pelo presidente da Câmara de Educação Básica do CNE, Cesar Callegari, define as regras para a implantação do ensino fundamental de nove anos no país. Cabe aos sistemas de ensino definirem providências complementares de adequação em relação aos alunos matriculadas no ensino de oito anos.

 

 

Agora, as crianças que completarem seis anos após 31 de março devem ser mantidas na pré-escola, mas as escolas que já matricularam essas crianças no ensino fundamental devem, "em caráter excepcional, dar prosseguimento ao percurso educacional dessas crianças, adotando medidas especiais de acompanhamento e avaliação do seu desenvolvimento global". Já as crianças com cinco anos que cursaram por mais de dois anos a pré-escola, poderão ser matriculadas no ensino fundamental, apenas neste ano.

 

 
A intenção do Ministério da Educação é transformar a data limite em projeto de lei a ser encaminhado ao Congresso Nacional, para padronizar a entrada das crianças no fundamental, uma vez que Estados e municípios têm adotado lógicas diferentes.  
 
 
Divergências

A decisão do CNE coloca em discussão a idade na qual a criança deve ser alfabetizada. O MEC entende que uma criança de cinco anos é muito nova para entrar no ensino fundamental e começar o processo.

 

 

O presidente da federação das escolas privadas, José Augusto de Mattos Lourenço, discorda da lógica. O próprio MEC, diz Lourenço, recomenda que o 1º ano do fundamental deva ser parecido com o último ano da antiga pré-escola.

 

 

"Defendemos o corte em 31 de dezembro. Criança de cinco anos pode começar a ser alfabetizada, como já ocorre na pré-escola das particulares", afirmou Mattos.

 

 

Além do fundamental de nove anos, o MEC planeja normatizar a pré-escola (quatro e cinco anos), que será obrigatória a partir de 2016, conforme regra que entrou em vigor em novembro. A ideia é proibir repetência e avaliação com nota nessa etapa.

 

 
Folha UOL. Conselho do MEC recomenda entrada no 1° ano de crianças com seis anos. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u680061.shtml 15/01/2010.
 
 
Boas-vindas bem planejadas

Requisitos:
A acolhida nos primeiros dias de aula é fundamental para estabelecer o vínculo do aluno com a escola.
 
Depois de planejar com a equipe gestora, os docentes e os funcionários como será o ano na sua escola, reserve um período da semana pedagógica para organizar a recepção dos alunos na primeira semana de aula. Os professores já terão informações sobre as turmas para as quais darão aulas e isso certamente ajudará nas relações que se estabelecerão no início do ano letivo. Com todo o grupo, pense nos detalhes que farão com que os alunos se sintam acolhidos e formem (ou fortaleçam) os laços afetivos com a escola – condição importante para que a aprendizagem aconteça. A seguir, uma pauta para você discutir com a equipe:
 
1. Organização das salas
Antes de os alunos chegarem, combine com professores e funcionários a maneira como a sala de aula deve estar organizada. No primeiro dia, as formações circulares facilitam a integração e por isso são mais indicadas do que fileiras (que não favorecem a socialização). Nas salas da Educação Infantil, aconselha-se a organizar cantos de brincadeiras para ajudar a entreter as crianças antes que a turma esteja completa e também já iniciando um processo de socialização e aprendizagem. A coordenação pedagógica, junto com os professores de cada turma, poderá decidir quais cantos são mais interessantes para as diversas faixas etárias.
 
2. Recepção
Decidam em conjunto o local em que cada um receberá os alunos. A sugestão é que a equipe gestora fique no portão para cumprimentar não somente as crianças e os jovens mas também os pais que costumam acompanhar os filhos à escola. Os professores podem esperar pelos alunos na porta da sala de aula. Combine com os funcionários de apoio que eles se posicionem nos corredores e em locais em que possam ajudar a informar a localização de cada classe ou ainda orientar sobre o caminho para os banheiros, o bebedouro etc. e outras dúvidas que os estudantes possam ter.
 
3. Apresentação em sala de aula
Reflita com os professores sobre a importância de apresentar os novos alunos aos demais antes do início dos trabalhos. Peça aos docentes que estimulem a criança a falar um pouco sobre ele mesmo, seu histórico e sua relação com os estudos. Depois, todos podem contar o que fizeram durante as férias. Os professores podem contribuir dando ideias para organizar esse momento e apresentar maneiras de fazer isso. Exemplos: cada aluno pode contar sobre algo que aprendeu nas férias, um lugar que visitou, uma história que leu ou assistiu. Entre os mais velhos, também é interessante falar dos planos que têm para o ano, o que pode incluir um curso ou uma atividade extra ou estudar para o vestibular.
 
4. Tutoria dos veteranos
É comum que os alunos novos demorem um pouco para se enturmar com um grupo já formado. Para facilitar esse período, adote um sistema de tutoria em que um colega da turma que já estuda na escola há mais tempo mostre ao novato todos os departamentos, o acompanhe e oriente em relação aos procedimentos da escola e tire suas dúvidas. Esse acompanhamento pode variar de uma semana a um mês. Algumas escolas marcam o início das aulas para os novatos um ou dois dias depois do início oficial das aulas. Nesses dias, o professor dá informações sobre o novo colega que vai chegar (nome, de onde ele vem, o que fazem os pais etc.) e escolhe o aluno que fará a tutoria. Em instituições em que há grêmio estudantil, essa recepção pode ser feita por um membro da entidade.
 
5. Primeiro contato com cada setor
Reforce também a importância dos funcionários de apoio e administrativos serem receptivos com todos e especialmente solícitos com quem ainda não conhece as dependências e rotina da unidade. Estude a hipótese de a classe do primeiro ano - em que todos devem ser novos - fazer uma excursão pela escola com paradas em cada setor para que um responsável da área explique o funcionamento da cantina, da biblioteca, da secretaria, etc. Algumas escolas marcam o início das aulas em dias diferentes para cada três ou quatro turmas para que todos os funcionários deem atenção a chegada de todos.
 
6. Aulas inaugurais diferenciadas
As primeiras aulas devem apresentar os conteúdos que serão trabalhados durante um período (bimestre, trimestre ou semestre), de acordo com o que foi planejado na semana pedagógica. Uma maneira de apresentar os projetos que serão desenvolvidos é mostrar à turma os trabalhos feitos sobre o tema em anos anteriores. Ao coordenador pedagógico, cabe orientar os professores para que façam uma avaliação inicial antes de introduzir cada conteúdo. As perguntas, quando bem elaboradas, além de dar uma noção precisa do que cada aluno sabe sobre o tema e de que ponto os professores podem avançar, servem para despertar a curiosidade e dar uma prévia do que as crianças aprenderão durante o projeto.
 
7. Regras bem compreendidas
Decida com a equipe, também no final da semana pedagógica, quem apresentará o estatuto da escola - e como - e em que momentos serão feitos os combinados entre professores e alunos. O próprio diretor pode ter essa função. Para isso, ele precisará ir de sala em sala, se apresentando, dando as boas vindas e explicando algumas regras de convivência já em vigor - que devem ser transmitidas de forma que os alunos entendam porque elas existem. Uma sugestão é partir dos direitos de cada um para os deveres de todos. Por exemplo: todo estudante tem direito a material didático de qualidade, para isso cada um deve cuidar bem dos livros que usará naquele ano para que eles possam ser reutilizados no próximo. É importante gastar alguns minutos com o assunto logo nos primeiros dias de aula, antes que as situações em que caberia o uso de determinadas regras ocorram. Com as regras gerais conhecidas, cada professor pode organizar com a uma turma os combinados internos. Para isso é preciso ouvir os alunos e sistematizar as discussões, chegando a normas internas para cada grupo.
 
Revista Escola. Boas-vindas bem planejadas. Disponível em: http://revistaescola.abril.uol..com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/boas-vindas-bem-planejadas-516543.shtml Acesso em: 06/01/2010.
 
 


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