Diploma de ensino superior pode representar um aumento de 100% na renda
Equipe InfoMoney
No Brasil, concluir o ensino superior pode representar um aumento de 100% na renda dos trabalhadores. Na maioria dos outros países-membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o incremento advindo do diploma universitário pode chegar a 50%.
Os dados são do relatório Panorama da Educação, divulgado na última terça-feira (8).
Segundo o levantamento, a renda aumenta em 50% no Brasil para aqueles que concluem o ensino secundário. O mesmo índice é verificado em 17 dos 28 países analisados pela Organização.
Aumento da renda barrado
Se concluir etapas de ensino ajudam a incrementar a renda, ao menos 63% da população brasileira com idade entre 25 e 64 anos não constam entre os beneficiados. Essa porcentagem equivale ao número de brasileiros que não concluiu o ensino secundário.
Em outros países que constam no relatório, o índice daqueles que não concluíram essa fase é de 40%.
Com relação ao ensino superior, o quadro é ainda pior, pois apenas 10% da população brasileira com idade entre 25 e 34 anos concluiu essa etapa. Em outros países, a Organização verificou que o índice alcança 34%.
Brasil investe pouco
A Organização também constatou que, frente a outros países, o Brasil investe pouco no ensino básico. Enquanto que entre os países-membros da organização o investimento nessa etapa de ensino é, em média, de US$ 6,4 mil por aluno, o Brasil gasta US$ 1,5 mil, quatro vezes menos.
No ensino secundário a situação se agrava. Enquanto o Brasil investe US$ 1,6 mil por aluno, os demais países investem cinco vezes mais, US$ 8 mil. Já no ensino superior, os países se mantêm nos mesmos patamares: Brasil investe US$ 10.067 por aluno, contra US$ 12.226.
PIB
O Organização também verifica o percentual de investimento em educação comparando-o com o PIB de cada país. "Os gastos nas instituições de ensino como percentual em relação ao PIB mostram como um país prioriza a educação", afirma a OCDE, de acordo com a Agência Brasil.
Enquanto que os países analisados pela Organização investem, em média, 6,1% do PIB em todas as etapas de ensino, o Brasil direciona 4,9% de suas riquezas para a área.
Apesar da situação não ser boa no Brasil, frente aos países analisados pela OCDE, os investimentos em educação cresceram, de modo geral, mais por aqui. De 2000 a 2006, os gastos do Brasil na área aumentaram 57%, enquanto que nos demais países, a média é de 27% de incremento no mesmo período.
Sobre o estudo
O relatório Panorama da Educação coletou dados referentes a 2006 e 2007. Participaram do estudo os países-membros da Organização: Brasil, Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Japão, Chile e México, entre outros