Filhos bem educados e obedientes é o sonho de todos os pais. Mas impor regras às crianças e fazê-las entender que é preciso respeitar limites é complicado e requer disposição, diálogo e uma boa dose de paciência. Às vezes, os pais desistem e o que se vê é uma casa de pernas para o ar, onde as crianças fazem o que querem e levam os pais à loucura. “Os limites começam a ser colocados desde que a criança nasce, na hora em que se estabelece os horários de mamar e trocar a fralda. Se o bebê quer colo o tempo todo e a mãe não coloca no colo, coloca no berço, ela já está impondo limites”, ensina a educadora Cris Poli, que comanda o programa Super Nanny, transmitido pelo SBT, e esteve na terça-feira em Londrina para lançar seu mais recente livro “Filhos Anônimos, Filhos Felizes” e conversar com pais e filhos sobre o assunto. O encontro foi uma parceria do Colégio Universitário e da Livrarias Porto Megastore.
“Se deixar para estabelecer as regras quando a criança já estiver andando e falando, fica complicado porque ela vai estar acostumada a ser atendida do jeito que ela quer, na hora em que ela quer. Se esperar até a adolescência, então, é ainda pior”, observa ela.
Na terceira temporada, a cada semana o programa leva ao ar histórias cujo enredo, invariavelmente, envolve filhos desregrados e pais desnorteados. Com a calma e a segurança de quem entende do assunto, Super Nanny aparece para pôr ordem na bagunça, definindo as regras a serem cumpridas por cada um dos membros da família. Em pouco tempo, crianças que pareciam um caso perdido tornam-se dóceis e obedientes.
Milagre? Cris Poli jura que não. A mudança, afirma ela, começa no momento em que se estabelecem horários e define-se uma rotina. “O problema é quando a criança não sabe o que os pais esperam dela. Se você coloca regras bem específicas e objetivas, cria uma rotina e comunica à criança o que você espera dela, evita o desgaste e o estresse. Não vai precisar falar mil vezes”, orienta a educadora. Mas caso a explicação não funcione, é hora de mandar a criança para “o cantinho do castigo”, isolamento que consiste em fazer a criança refletir sobre os seus atos.
A receita é simples, mas para colocá-la em prática e ver os resultados, é preciso firmeza. Cris Poli reconhece que obedecer regras é difícil, principalmente para as crianças, já que os adultos tendem a ser mais controlados. Mas é preciso ensinar os pequenos a obedecerem. “A gente vive numa sociedade com regras, com limites e é melhor aprender quando criança para evitar problemas depois. Quando ela for para a escola, que é um local cheio de regras, ela vai ter problemas.”