Para trabalhar com Turismo, Design e Ciência da Computação não é necessário apresentar formação superior, pois essas profissões não são regulamentadas por lei
Aldrin Cordeiro
Assim como a carreira de Design, profissões como Turismo e Ciência da Computação não são regulamentadas. Em conseqüência, os egressos desses cursos não têm piso salarial, carga horária definida e código de ética profissional. Outro ponto negativo é que disputam vagas no mercado de trabalho com pessoas de diferentes formações – muitas vezes, sem diploma de curso superior.
De acordo com Denis Luiz Parize, supervisor do Setor de Identificação e Registro Profissional (Seprof) da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Paraná (SRTE/PR), a regulamentação é benéfica não apenas para os trabalhadores como para os consumidores, pois garante que os serviços serão prestados com qualidade e por pessoas habilitadas.
Mesmo assim, uma enxurrada de pedidos de regulamentação tem sido arquivada pelo Congresso Nacional nos últimos anos. Contra o reconhecimento, pesam argumentos como o de que é o mercado de trabalho que deve definir se o profissional precisa de diplomas, certificados ou formação específica. Também há o entendimento de que o exercício de algumas carreiras não requer o ensino superior.
Segundo o coordenador do curso de Turismo da Universidade Positivo (UP), Dario Luiz Dias Paixão, as empresas turísticas preferem profissionais que tenham experiência, mas o diploma também é valorizado. “O mercado de trabalho é amplo e há mais vagas do que profissionais”, afirma. Sobre a não-regulamentação, ele diz que grande parte dos alunos sabe da situação e conhecem os pontos a favor e contra a medida.